DIA DO VINHO/PROVAS DE VINHOS

O Vinho Medieval de Ourém (DOC) tem origem na fundação de Portugal, quando D. Afonso Henriques celebra com os Monges de Cister (monges agricultores), acordos de cedência de terras, permitindo o cultivo por parte dos monges, que ensinaram aos oureenses este método ancestral de produção de vinho.

As vinhas são plantadas com compassos intercalados por duas castas, na proporção necessária à fórmula da produção do vinho (cerca de 80% branco e 20% tinto). Nas vinhas mais antigas é vulgar encontrar oliveiras ou outras árvores de fruto como figueiras ou macieiras, dispersas entre as cepas ou em bordadura. No fundo, as vinhas mantiveram-se semelhantes às vinhas da Idade Média e daí a ligação Medieval do vinho.

As adegas de Ourém, simples, frescas, escuras, pouco húmidas e que muitas vezes ocupam o rés do chão das casas, são utilizadas, exclusivamente, uvas das castas Fernão Pires para mosto branco e Trincadeira para mosto tinto, sendo a vindima feita, obrigatoriamente, à mão e de modo a que as uvas brancas e tintas sejam transportadas em recipientes diferentes até à adega.

Sendo feito maioritariamente de uvas brancas muito maduras e imitando a cor, ainda que ligeira, do vinho vermelho, este vinho é “tinto”, “guloso” e “forte”. Tem aromas de vinho branco, que variam com o estado de maturação das uvas, bem “casados” com aromas de tinto, normalmente amora, framboesa e morango. Este método permite-nos obter vinhos macios no beber, untuosos e que preenchem a boca.

Este vinho, protegido pela portaria 167/2005, acompanha a rica gastronomia da região e outros pratos típicos portugueses (ricos em azeite).

A chegada do vinho medieval aos nossos dias só pode ser explicada pelas suas excecionais qualidades e pela perfeita adaptação do método às condições edafo-climáticas de Ourém.

A Ucharia do Conde proporciona a prova de vinhos de Ourém mediante marcação prévia, e assinala pontualmente datas relacionadas com o tema como por exemplo o Dia Nacional do Vinho.